Nunca fui de ficar sòsinho com meu umbigo. Também nunca fui de me meter com a vida alheia.
Sempre tratei de manter extranhos recém-conhecidos com cordialidade mas sem deixar que a aproximação fôsse tão íntima assim. Essa foi minha maneira de colecionar amigos de longa data.
Nunca fui o primeiro a hostilizar ninguém. Mas quando me sentia hostilizado sabia erguer em torno de mim uma verdadeira muralha intransponível.
Nas minhas postagens anteriores, falei que estou ficando internacional, logicamente em tom de gozação. Eu deveria ter feito como se faziam nos scripts de rádio-teatro, indicando entre parêntesis as intenções do texto. Também falei de megalomania. Essa mania de a gente se achar o centro do mundo, a gente e Deus, mais ou menos nessa ordem.
Pois não é que o assunto que foi matéria de capa da revista de O Globo deste domingo tratou da primeira pessoa a manter um blog? O nome dela é Clarah Averbuck.
Ela concede uma entrevista e fala do que ganhou e do que perdeu enquanto se expoz no blog.
Acho que também estou ficando advinho, depois de internacional e megalomaniaco.
Numa postagem anterior, acho que foi onde me declarei internacional, comentei a libertação de Ingrid Betancourt e saudei sua libertação e os comentários do sr. Bush. Mais não quiz dizer porque acho que o meu ponto forte é o humanitário. Não queria misturar humanidade com política porque essa mistura não dá certo. Pois não é que isso está provàvelmente influenciando as sucessão na Colombia? Além da operação de resgate estar sob suspeita?
Aí a minha megalomania (CLARO QUE EM TOM DE IRONIA) me faz ter a audácia de comentar a inciativa de um deputado federal por São Paulo. Deputado que foi muito criticado por mim em conversas de happy hour com meus amigos. Agora estou falando de Clodovil Hernandez.
Como conhecia a figura por suas inúmeras aparições na TV, achava que sua eleição não era merecida. Que contribuição Clodovil poderia dar à câmara dos deputados? Talvez a decoração de seu gabinete e mais a nomeação de alguns assessores para a casa de leis que merece mais ser chamada de casa da mãe Joana.
Pois não é que o Clodovil, quietinho, quietinho, coletou assinaturas para um projeto que reduz o numero de deputados para 250, ao invés dos 513. Claro que muitas assinaturas serão retiradas na hora da onça beber água.
Estaria eu advinhando que esse projeto não vingará?
Estou ficando internacional. Estou ficando megalomaníaco. Estou ficando advinho.
Também estou ficando velho. Será que estou ficando gagá?
Não custa sonhar, mas bem que o Clodovil mereceria passar à história com essa ação dele. Aprovada no congresso. E provando que não sou advinho nem megalômano e só meio internacional.
Para a quase meia duzia de pessoas que estão me dando força para manter esse blog, juro que vou começar a falar mais sôbre o que fiz e vivi enquanto ator em rádio, teatro, TV e dublagem.
domingo, 13 de julho de 2008
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3 comentários:
qeu delicia d e se ler esse blog , me envolvo na história e e squeço ate da minha coluna, não páre ta bom demais
Chico vc está colaborando para o incentivo da busca das memórias atraves de estudos e reconstrução atraves da pratica de vida. Con tinue , é de grande valia para todos que precisam se vestir pra depois palpitar sobre as veste de outrem
Pai,
Vc realmente é meu herói e idolo.
Um dia pretendo adquirir 20% de sua inteligência, será que é prepotência minha, para reunir qualidades de homem realizado.
Todas as minhas realizações devo a vc e a mamãe, sem a educação que recebi atualmente seria mais um brasileiro entre os 180 milhões.
Amos vcs.
Miguel
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